15 de setembro de 2016

Carta para o meu filho



Meu filho,

é dificil escrever de ti e para ti sem que a alegria me invada o coração e me encha os olhos de lágrimas. Se calhar é por isso que raramente o tenho feito. É mais fácil e cómodo guardar tudo em mim e deixar que essa lembrança me alimente os sonhos nas horas que temos de estar afastados. 
Nos últimos dias tenho dado por mim a minimizar as janelas janelas abertas no meu computador para olhar para as tuas fotos que vão rodando do desktop. Olhar para a tua cara marota e a sorrir faz-me feliz. Faz-me perceber que tudo tem valido a pena. 
Desculpa se nem sempre consigo estar presente ao pé de ti. Desculpa se por vezes tenho coisas que me "roubam" a ti. Desculpa se não consigo ser um pai melhor. Acredita que me esforço todos os dias por ser melhor e tu, sim tu, fazes de mim, a cada dia, uma pessoa melhor.

Obrigado meu amor pequenino!
Beijo grande,
O papá!

P.S.- vou ter contigo.

25 de novembro de 2015


Padrinho,

hoje vivo um misto de sensações: triste por teres partido e feliz por teres feito parte da minha vida!
Dou Graças a Deus pelo dom da tua vida e por teres feito transbordar Deus também para a vida dos outros. Na tua "maluquice" eras uma pessoa especial e tocada por Deus... sempre me senti perto Dele contigo. 
Mesmo fisicamente longe, fizeste sempre parte da minha vida. Fiz, ou melhor, fizemos questão de seres tu a celebrar o nosso casamento e só tu o poderias ter tornado tão especial como foi. Guardamos no nosso quarto com muito carinho o poema e o crucifixo que nos deste. 
Foste padrinho e amigo... recordo a ida à Expo 98 (pouca gente imagina o quão especial foi aquele dia pra nós).
Na tua pequenez te fizeste grande. Na tua humildade te fizeste sábio. Na tua doença e debilidade foste exemplo.

Estou certo que hoje foste recebido de braços abertos por Aquele que anunciaste. Hoje o céu está mais rico... 
Com fé e alegria rezo por ti e contigo canto:




O teu "afilhado de uma figa",
Vitor

19 de fevereiro de 2015

28 de janeiro de 2015

Sorriso


Já me habituei a sair de casa para vir trabalhar e deixar os meus dois amores na cama (cada um em sua cama). Não é um processo fácil, mas lá vou conseguindo combater a vontade de ali ficar com eles. Habitualmente os dois estão a dormir... O pequenote envolto no cobertor e em seus sonhos e a mãe esgotada pelo cansaço que de amamentar durante a noite tentando não acordar o pai. 

Ontem, ao sair o Rafa estava acordado e portanto fui-me despedir dele. Lançou-me um sorriso cativante, como se dissese "não vás, fica aqui comigo!". A vontade foi essa, ficar ali com ele a vê-lo ser feliz, como só um bebé de mês e meio sabe ser feliz...

21 de janeiro de 2015



Nunca esta música fez tanto sentido...

28 de outubro de 2014

Bebé a caminho



Há muito tempo que não escrevo nada neste blog e tem sido propositado. Os últimos tempos têm sido de descoberta e contemplação e não tenho estado muito virado para partilhar coisa nenhuma que me vá na cabeça ou na alma. Tenho guardado essa partilha para a minha mulher e pró meu filho.

Eu e a Ana somos já hoje uns pais babados e temos tentado durante esta nossa gravidez erradicar tudo o que é desnecessário e fazer apenas aquilo que para nós é realmente importante. A barriga já vai grande,  finalmente maior que a minha e cheia de movimentos e vida própria. O nosso "piqueno" mostra uma vitalidade e personalidade fora do vulgar, levando-nos a viajar em pensamento para o futuro e a imaginá-lo feliz e sorridente ao nosso lado. No entanto, tudo a seu tempo... Antes disso queremos ainda viver os nossos últimos meses, semanas e dias grávidos... (mesmo com o pai a acordar rabugento porque o acordaram a meio da noite). Queremos continuar a olhar para a barriga da mãe e vê-la a mexer ao encontro da nossa mão... Queremos continuar a vê-lo dar pontapés após os estímulos do pai... E queremos continuar a crescer! Sim, porque é isso que temos feito melhor: crescer!!!


Filho, obrigado por nos fazeres ver o que realmente é importante. Obrigado por nos dares força todos os dias. Obrigado nos nos fazeres felizes.

17 de setembro de 2014

17 de abril de 2014

Tríduo Pascal


Este será o primeiro Tríduo Pascal vivido em Santa Maria de Avioso.

Só por si já seria especial, no entanto cabe-me a tarefa de dirigir o coro e o canto nas celebrações litúrgicas. Esta tarefa, mais árdua do que possa parecer à primeira vista, é acolhida com espírito de comunidade e missão... Cabe-me a mim, não por ser melhor ou mais bonito, fazer com que coro e principalmente a comunidade cante bem, mas principalmente que REZE ainda melhor.
De nada vale o coro cantar de forma perfeita se o canto for vazio... tem de ter alma... tem de ser de pessoas para as pessoas... tem de ser comunitário.

Depois de mais de um mês a trabalhar estas cerimónias sinto-me feliz. Feliz pelo trabalho desenvolvido, pelos progressos e por se cantar cada vez melhor (em termos de música e de oração). Mas principalmente feliz por termos conseguido juntar os coros das duas paróquias, Santa Maria de Avioso e São Pedro de Avioso, como se fosse um só coro, uma só comunidade. 

Gostaria que este exemplo de união transbordasse e fizesse cada vez mais destas duas paróquias uma única e verdadeira COMUNIDADE.

Rezo a Deus para que me dê ânimo, força e capacidade de continuar a trabalhar e a motivar o Seu rebanho.

A todos os votos de uma Santa e Feliz Páscoa
Vitor, 
Quinta feira Santa, 17 de Abril de 2014

21 de março de 2014

Esta é a nossa alma



Não há nenhum outro clube onde a célebre frase do Hino Nacional Português "contra os canhões marchar, marchar!" encaixe tão tem como no Futebol Clube do Porto. Tantas vitórias e tantas glórias passadas, mas o essencial é sempre o mesmo: LUTAR!
Lutar por tudo, por cada ponto, por cada golo, por cada bola, por cada bocadinho de relva... Há quem chame a isto a "mistica portista".

Talvez tenha sido por isto que me apaixonei por este clube quando me comecei a intereçar por bola! Esta garra e esta determinação têm de correr nas veias de um verdadeiro portista e nas minhas ela não falta.
Homens como André, Paulinho Santos, Jorge Costa, Bruno Alves nunca foram os mais dotatos técnicamente, mas sempre dos mais amados pelos adeptos, pois incorporavam esta mistica portista como poucos.

Este ano nunca tinha visto tal coisa no meu Porto! Os jogadores pareciam todos amorfos e resignados ao facto de jogarem mal e não ganharem... mas algo mudou!

No passado domingo vi um jogador (o Fernando) ser expulso depois de responder a uma provocação (claramente premeditada e que resultou no que o colombiano queria) e gostei... Por norma não aplaudo expulsões, muito menos por picardias, mas esta é diferente... Nesta eu vi um jogador "à Porto" a ser duro e a mostrar a todos que, de azul e branco ao peito, não se vira a cara à luta, combatendo tudo e todos. Teve azar, pois o condicionado Proença (era isso ou levar um processo em cima do bebé chorão) decidiu exageradamente expulsa-lo. No entanto fica a atitude que me agradou.


E ontem, no meio de tanto sofer vi o Porto, FINALMENTE esta época, ser PORTO!!! O Nápoles dizimou-nos durante cerca de uma hora e tivemos sorte (e algum saber de Fernando, Mangala e Fabiano) em não sofrer mais um ou dois golos. No entanto os jogagores mostraram de que matéria é feita um portista... de sofrimento, luta, suor e dedicação.
Não foi um jogo brilhante, longe disso, mas foi um jogo de garra, onde os jogadores conseguiram ser humildes, sofrer e tornarem-se ainda mais fortes.

Para além dos jogadores parece-me importante também frisar o treinador... Não deixou andar para ver o que ia dar... Um homem com tantos anos de casa sabe exactamente o que é "ser Porto" e sabe que temos OBRIGAÇÃO de vencer. Arriscou, foi para cima deles e foi feliz. Não ganhou sozinho, mas foi o impulsionador da vitória (eu sei que foi um empate)! Mostrou claramente que é UM TREINADOR À PORTO e isso ninguém lhe tira.
 Agora é continuar o trabalho feito até aqui... Continuar a lutar (o Belenenses é o próximo) e a mostrar verdadeiramente  quem somos e o que somos.
 

Ontem saímos de campo não com uma alma nova, mas com a alma reestabelecida, pois ISTO É PORTO!


20 de janeiro de 2014

Doguinhos, o fiel amigo



Acabou-se o ladrar, as correrias, os roubos de comida, as brincadeiras, o olhar amigo ao chegar a casa... O nosso Dogus deixou-nos!
Com 14 anos, idade muito respeitável para um cão, e já bastante doente morreu hoje.
Era um cão especial, sem sombra de dúvidas! Comia tudo o que lhe pusessem à frente menos trinca e comida de cão enlatada... isso comesse eu, que ele não comia... Era amigo, companheiro, fiel e achamos nós que era feliz.

Recorda-mo-lo aos saltos de um lado para o outro, a correr atrás de outros cães, a viajar de carro com a cabeça de fora, a brincar com os miúdos, com medo dos foguetes, a ladrar a tudo o que mexia à porta, de pata partida a subir as escadas, a roubar comida, etc... Lembranças não nos faltam, pois o Dogus encheu as nossas vidas de barulhos, alegria, sorrisos, diversão, preocupação, amizade e muito mais... encheu-a como só um fiel amigo consegue!

OBRIGADO Doguinhos e até sempre!